Curso de Formação de Baristas – CafemaQ

Primeiramente, gostaria de agradecer ao amigo Gustavo pelo espaço cedido, no site Guia do Cafezinho, para que eu pudesse relatar minha participação no Curso de Formação de Baristas, realizado pela CafemaQ Campinas e ministrado pelos baristas Silvia Magalhães e Fernando Santana.

O curso acontece a cada 1 a 2 meses, durante 3 dias, sendo organizado de forma vertical, com aulas práticas e teóricas, e abordando desde o plantio e seleção de grãos até a preparação de cafés e seus drinques.

O primeiro dia é destinado à história e cultivo do café, colheita, torra e moagem dos grãos. Após a aula prática, o aluno tem contato com os diferentes tipos de grãos e realiza testes de olfato para reconhecimento dos diferentes aromas que os grãos possuem. Ainda no primeiro dia, apresenta-se os principais métodos de preparo do café e suas respectivas particularidades. Discute-se sobre café turco, espresso, cafeteira Italiana, filtro de papel, coador de tecido, prensa francesa e máquina de sache.

O segundo dia é dedicado exclusivamente ao espresso e à máquina que o prepara. O aluno passa o dia aprendendo a regular o moinho, moer o grão da forma adequada, manipular a máquina corretamente e extrair o verdadeiro espresso. O aluno tem várias máquinas a disposição e é estimulado a usá-las por horas até  conseguir extrair um espresso que o professor considere como perfeito. Ao final desse dia, aprende-se a limpar o moedor e a máquina de espresso, deixando tudo pronto para o dia seguinte.

O último dia pertence ao cappuccino e aos drinques de café. No período da manhã ensina-se a vaporizar o leite corretamente e a preparar o cappuccino italiano, sem canela e chocolate! Pratica-se a vaporização por horas, até que se chegue à cremosidade e textura ideais para o cappuccino. A tarde os alunos tem contato com os drinques a base de café. Aprende-se drinques tradicionais, como o “Irish Coffee”, e drinques exclusivos assinados pelos professores, como o “Fresquíssimo”. Ao final, os alunos devem criar 2 drinques diferentes, um frio e um quente. Encerra-se o curso com uma rápida prova teórica, mas que destina-se apenas para melhorar os cursos futuros.

Após 3 dias imersos, literalmente, no mundo do café tem-se a sensação de que este curso foi apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. A busca pela xícara de café perfeita continua, mas agora com muito mais conhecimento e paixão.

* Texto enviado por Luis Otávio.

Obrigado por compartilhar sua experiencia.

Moedor Breville BCG450XL

Este moedor de café é uns dos mais completos moedores para uso doméstico que já tive a oportunidade de usar. Seu corpo é construído de plástico e aço inox – o que lhe assegura boa resistência ao tempo.

Possui grande variedade de regulagem da moagem, que vai de café turco, passando por coador ou filtro, espresso, prensa francesa, cafeteira italiana até uma moagem bem grossa.

Moedor Breville BCG450XL

Moedor Breville BCG450XL

Seu temporizador permite regular a quantidade de doses a se moer, de acordo com o tempo, de 5 a 30 segundos. A capacidade máxima de moagem é de 250g por vez, o que lhe garante uma boa autonomia para uso doméstico.

Seu moinho é composto por dois cilindros metálicos que podem ser desmontados para limpeza.

Sua desvantagem é de não ser encontrado para comercialização aqui no Brasil, mas pode ser comprado pela internet (em sites como Ebay e Amazon) por cerca de USD 102,00. Também não existe assistência técnica para ele em nosso país ainda.

 

24 de Maio – Dia Nacional do Café

“Para fazer o café, o ideal é moer os grãos na hora, e que estes sejam saudáveis, inteiros, muitos deles cultivados nos sombrios de montanha, e melhor ainda se o sombrio for de cacaueiros, de ingás, de bacuparis. Isso é o ideal, não o indispensável. O que é indispensável, sim, é moer os grãos pouco antes de coar o café e usar um aparelho que faça passar a água quase fervendo, lentamente, pelo pó. Os italianos descobriram bons métodos para fazer isso, mas os turcos também, com sua canequinha de boca afunilada, e os nórdicos com sua jarra que filtra com um êmbolo. Todos são bons métodos para fazer café”

(Héctor Abad, in: Livro de receitas para mulheres tristes. Cia das Letras).

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